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Como funciona o teste palográfico, o famoso exame dos risquinhos

Por EAD URI   | 

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Se você já participou de algum processo seletivo, ou já tirou a carteira de habilitação, provavelmente já teve a experiência de realizar um teste palográfico, o famoso exame dos risquinhos. 

Nessa atividade, durante um tempo determinado, você precisa preencher uma folha com risquinhos verticais, os chamados palos. 

De acordo com a regularidade, padronização e seu próprio comportamento enquanto desenha os palos, o avaliador consegue entender sua personalidade e seu fit cultural com a organização. 

Neste artigo, vamos explorar um pouco mais sobre a origem e aplicabilidade do teste palográfico, assim também como sobre o que ele mostra sobre você. 

Você vai conferir:

O que é o teste palográfico?
Como é feita a avaliação do teste palográfico
Por que recrutadores usam o teste palográfico

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O que é o teste palográfico? 

A origem do teste palográfico, que também pode ser chamado de “teste dos pauzinhos” ou “teste dos risquinhos”, está no Instituto Psicotécnico de Barcelona, na Espanha. 

Ele foi desenvolvido pelo psicólogo Salvador Escala Milá, e logo ganhou notoriedade pelo mundo.

No Brasil, temos registros do teste palográfico sendo utilizado desde 1976 por Agostinho Minicucci. 

Desde que chegou em terras brasileiras, o teste dos pauzinhos tem sido utilizado para, principalmente, avaliar candidatos em processos seletivos para organizações.  

De maneira geral, o teste palográfico avalia a personalidade de uma pessoa. 

É um tipo de teste que verifica características comportamentais, sendo considerado um teste expressivo.

Isso porque analisa a resposta do candidato a partir de uma tarefa. 

É importante ressaltar que o teste palográfico não deve ser aplicado por qualquer pessoa, mas por um profissional qualificado, especializado e que segue as diretrizes do Conselho Federal de Psicologia para aplicação da avaliação. 

Como acontece o teste dos risquinhos 

O teste dos risquinhos tem uma aplicação bastante simples que acontece em duas etapas. Caso você nunca tenha feito um, ele ocorre da seguinte maneira: 

O avaliador entrega para você uma folha com um modelo do que deve ser feito. 

Existem alguns palos já desenhados no ofício e o que você precisa fazer é seguir desenhando risquinhos iguais aos que já existem na folha. 

Assim que uma linha acaba, você precisa continuar na linha seguinte.

Em algum momento do teste, o avaliador dará um sinal e, quando isso acontecer, você precisa desenhar um palo na horizontal. 

Normalmente, o teste palográfico costuma durar 5 minutos, sendo que depois desse tempo, você ainda precisará cumprir a segunda etapa do teste: contar a quantidade de palos verticais. 

Veja no vídeo abaixo como acontece o teste e em quais lugares ele costuma ser aplicado:

Como é feita a avaliação do teste palográfico 

Como dito acima, o teste palográfico é uma avaliação de personalidade.

Então, ele utiliza os diversos aspectos dos risquinhos desenhados pelo candidato como avaliação. 

Por exemplo, de acordo com a inclinação dos palos, distância entre eles, direção das linhas, tamanho, velocidade de execução, etc., o avaliador é capaz de tirar conclusões. 

Cada característica dos palos pode ser conectada com um traço de personalidade, como produtividade, organização, adaptação às normas, ritmo de trabalho, relacionamento interpessoal, impulsividade, concentração, etc. 

É possível ser reprovado no teste palográfico? 

Como o teste palográfico é apenas um teste de personalidade, sua intenção não é aprovar ou reprovar.

Portanto, o teste palográfico não reprova um candidato. 

A intenção do exame é entender a psicologia de uma pessoa e como ela se encaixa na cultura e na rotina da empresa. 

O que pode acontecer é a organização que aplica o teste estar em busca de um determinado perfil de candidato que pode ser revelado a partir do teste palográfico. 

Nesse caso, você pode ser eliminado do processo seletivo por não atender ao requisito buscado pela empresa.

Mas fora este caso, o teste em si não tem a intenção de aprovar ou reprovar. 

Precisamos também ressaltar neste momento que não existe uma personalidade padrão que deveria aparecer no teste. Todos somos diferentes, com pontos fortes e fracos diversos. 

Logo, o resultado do teste palográfico não deve ser visto como algo bom ou ruim, digno de aprovação ou reprovação, mas apenas como um diagnóstico de personalidade.

Como funciona o teste palográfico, o famoso exame dos risquinhos

Por que recrutadores usam o teste palográfico 

Como você já deve ter percebido, a maior vantagem do teste palográfico para as empresas é conseguir encontrar um colaborador que tenha fit cultural com a organização. 

Como o exame dos risquinhos pode mostrar traços de personalidade e de como uma pessoa se comporta diante de uma tarefa estressante e repetitiva, o avaliador consegue detectar se o candidato tem as soft e hard skills desejadas. 

Aplicar o teste palográfico, e testes de personalidade no geral, ajudam também a evitar erros de contratação.

Ou seja, quando uma pessoa é contratada sem fit com a empresa. 

E evitar esses erros ajuda a trazer mais produtividade, qualidade na rotina e na relação interna, além de diminuir o turnover, que é a rotatividade de colaboradores. 

Conclusão 

Para finalizar, esperamos que com este artigo você tenha entendido o que é e qual é a importância do teste palográfico em um processo seletivo. 

Nossa ideia ao trazer este conteúdo não era mostrar para você como ser aprovado no exame porque este não é um exame que define aprovação ou reprovação. 

Com o resultado do teste palográfico, você consegue ter uma boa noção sobre sua personalidade, seus pontos fortes e fracos e como aplicá-los no mercado de trabalho. 

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